Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A cidade pernambucana que controlou o Aedes aegypti com peixinhos

BBC
15/12/2015 09h26 - Atualizado em 15/12/2015 09h48

A cidade pernambucana que controlou o Aedes aegypti com peixinhos

Técnica que usa predador natural de larvas é vista com ressalva por especialistas, mas ajudou Itapetim, no sertão de PE, a combater infestação recorde do mosquito.

Camilla CostaEnviada especial da BBC Brasil a Itapetim (PE)
Piabas são usadas por agentes de combate de endemias para evitar surgimento de novos mosquitos em Itapetim (Foto: BBC BRASIL/Camilla Costa )Piabas são usadas por agentes de combate de endemias para evitar surgimento de novos mosquitos em Itapetim (Foto: BBC BRASIL/Camilla Costa )
Há quase quatro anos, a população da cidade de Itapetim, no sertão pernambucano, está sem água nas torneiras. São abundantes as caixas d’água espalhadas pelas ruas e dentro das casas, à espera de receber água para as atividades básicas.
O cenário — clima quente e bastante água parada — é propício para a reprodução do mosquito Aedes aegypti. Em abril desse ano, Itapetim (a cerca de 400 km de Recife) chegou a ter o índice de infestação pelo mosquito (LIRAa) mais alto do Estado de Pernambuco — 13%, ou seja, 13 imóveis com focos em cada 100.
O índice é considerado satisfatório quando é menor do que 1%. Com focos de reprodução do mosquito em mais do que 3,9% dos imóveis, o Ministério da Saúde considera que o município está em risco para dengue.
O corte dos repasses estaduais e federais para o combate ao mosquito, segundo as autoridades locais, fez com que a cidade apelasse para um "exército natural" contra o mosquito que transmite a dengue, a febre chikungunya e o zika vírus — as piabas, peixinhos de água doce que medem entre 4 e 5 centímetros.
"Entramos na internet e vimos um estudo feito no Rio Grande Norte. Um colega nosso que já tinha trabalhado em outra cidade com esse método da piaba disse que lá eles conseguiram controlar os mosquito. Eu o contatei e ele veio nos ajudar a fazer o mesmo", disse à BBC Brasil Edinaldo Hollanda, agente de saúde da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e coordenador de Combate às Endemias no município.
"Começamos a colocar as piabas no mês de abril e fizemos o trabalho até julho. Em setembro, notamos que o índice do nosso município tinha baixado muito, para 1,2%. Agora, estamos em 2,4%, menos do que no mesmo período no ano passado. O pessoal da regional (10ª gerência regional de saúde, que dá apoio a 12 municípios na área) quase não acreditava. Deu tanto resultado que até hoje continuamos colocando peixes nas casas."
Segundo Hollanda, os peixes são colocados em reservatórios fechados e abertos: tonéis, caixas d’água e principalmente cisternas, já que o Aedes aegypti prefere lugares escuros e com água parada para se reproduzir.
"Ele solta seus ovos nas paredes do depósito e quando você volta a colocar água, os ovos eclodem. A piaba se alimenta dos ovos e impede que virem novos mosquitos."
Cidade chegou a ter índice de infestação de 13% em abril. Acima de 3,9%, Ministério já considera situação de  (Foto: Edinaldo Hollanda/BBC)Cidade chegou a ter índice de infestação de 13% em abril. Acima de 3,9%, Ministério já considera situação de (Foto: Edinaldo Hollanda/BBC)
Em busca do peixe
A técnica vinha sendo estudada em universidades de Estados nordestinos e aplicada pontualmente em cidades pequenas desde o início dos anos 2000, com diferentes graus de sucesso. Mesmo assim, não substitui o uso do larvicida (produto químico que mata as larvas do mosquito na água) e é vista com ressalvas pelo Ministério da Saúde, que diz haver risco de diarreia caso os peixes sejam colocados na água para beber.
"Colocamos apenas uma piaba em cada reservatório de até 200 litros. Em cisternas maiores, de três a cinco mil litros, colocamos cerca de cinco. Monitoramos as casas para saber se havia ocorrências de diarreia e não tivemos nenhum caso", afirma Hollanda.
O cloro na água que chega com os caminhões-pipa fornecidos pelo Estado foi um dos primeiros obstáculos ao projeto, já que matava imediatamente os peixes que já estavam nos reservatórios. Inicialmente, era preciso substitui-los semanalmente.
Agora, a prefeitura pede que os moradores retirem os peixes antes de encher seus reservatórios e esperem até cinco horas para colocá-los novamente. É o tempo em que os níveis de cloro da água caem o suficiente para não prejudicá-los, segundo o coordenador.
Todos os dias, os nove agentes de endemias do município saem da secretaria de saúde com cerca de 20 "kits de piabas", com cinco peixinhos cada, para visitar residências na cidade.
"Em cada casa que chegamos, usamos uma piaba ou duas, a depender do tamanho do reservatório. Então às vezes você usa até dois kits em uma residência. A gente usa em torno de 2 mil a 2.500 piabas por semana", diz Hollanda.
O problema agora é conseguir os peixes para continuar o trabalho, diante de um novo surto de dengue que já começa a se manifestar na região.
"O peixe não é vendido aqui, então começamos a procurá-lo nos açudes que ainda tinham água. Estávamos capturando as piabas em Teixeira, na Paraíba, que fica a 30 km daqui. Mas eles acabaram, porque o açude está secando. Fizemos um criadouro aqui, mas também já acabou o estoque."
"Agora vamos comprar em outra cidade na Paraíba, a cerca de 200 km de Itapetim. Para não interromper o projeto, vamos comprar onde tiver."
Em entrevista à BBC Brasil, o secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa, disse estar interessado no sucesso de Itapetim com as piabas e que um grupo de estudo está pesquisando a possibilidade de realizar a mesma técnica em outras cidades do Estado.
"Existem estudos que mostram que algumas dessas técnicas são efetivas em locais pontuais, mas não sabemos se funcionam em escala", afirmou.
Sem água nas torneiras há quatro anos, autoridades recorreram a técnica alternativa para minimizar incidência do mosquito  (Foto: BBC Brasil/Edinaldo Hollanda )Sem água nas torneiras há quatro anos, autoridades recorreram a técnica alternativa para minimizar incidência do mosquito (Foto: BBC Brasil/Edinaldo Hollanda )
Insuficiente
Para o biólogo da Unicamp Carlos Fernando Salgueirosa, especialista em dengue e em controle de insetos de importância médica, as técnicas de controle biológico, como a dos peixes, não são eficientes se o objetivo é erradicar o mosquito – que é o objetivo determinado pelo Ministério da Saúde.
"O controle biológico não serve para vetores, para um mosquito que transmite uma doença que causa microcefalia. Você precisa ser mais sério, mais rígido e eliminar as populações em bairros", diz.
"Esse tipo de controle só serve para reduzir a população de um 'inimigo' para um valor aceitável. Mas um índice de infestação baixo de Aedes aegypti ainda mantém a transmissão de doenças. Onde está o sucesso do método?"
Outros predadores naturais do mosquito – como lagartixas, aranhas e libélulas – também costumam ser citados em reportagens e blogs como aliados no combate ao mosquito, mas, segundo Salgueirosa, aumentar a presença deles nas casas não tem nenhum efeito prático.
No caso dos peixes que se alimentam das larvas, estudos mostram que seu efeito é pontual e em grupos muito pequenos, diz o especialista.
"O ser humano é o principal agente de controle biológico. A coisa funciona quando é baseada na comunidade. Não dá para pensar nisso (na técnica dos peixes) nem para uma cidade de cinco mil pessoas", afirma.
"Tampar os reservatórios com tampa rígida ou touca de tela. Esse é o principal enfoque que se pode dar para o combate ao mosquito. Dessa forma, não haverá larvas."
De Itapetim, Edinaldo Hollanda rebate as críticas: "Sabemos que tampar os reservatórios é o ideal, mas sabemos que as pessoas não fazem essa parte".
"Tem casas aqui com 50 baldes de água. Pedimos que as pessoas coloquem plástico ou um pano por cima, mas chegamos lá uma semana depois e está tudo destampado. No ano passado, conseguimos telas da Funasa e as colocamos em todas as caixas d’água na cidade. Mas o pessoal do caminhão-pipa, que vem colocar água, rasgava as telas. O trabalho foi perdido."
"Nós usamos o larvicida, que combate, e fazemos campanhas educativas. Mas usando o peixe, que é uma ferramenta a mais, não vamos combater mais? Não vemos mosquitos nas casas aqui, e éramos cheios de Aedes. Diminuiu muito o número de focos", afirma.
Mobilização
Segundo Jussara Araújo, secretária municipal de Saúde, o projeto não foi divulgado pela cidade no início "porque se tivéssemos um surto de diarreia ou coisa assim, o município poderia ser penalizado".
As autoridades decidiram apostar as fichas no projeto e afirmam que ele foi o responsável pelo controle do surto, mas não antes que cerca de 500 pessoas fossem atingidas. Dos casos notificados, apenas 175 foram confirmados como dengue. Não houve resultados relativos à zika e à chikungunya.
Desde novembro, a cidade de 13.900 habitantes já têm 11 notificações de microcefalia — má-formação em bebês que pode ser causada por infecções contraídas ainda na barriga da mãe —, que está sendo associada ao zika vírus. E mais podem aparecer.
"Ainda temos muitas mães que não deram à luz, mas tiveram manchas vermelhas na pele (um dos sintomas característicos do zika) quando estavam grávidas", afirma.
Agora, o município se prepara para enfrentar uma nova infestação do Aedes aegypti, que volta a atividade no período de chuvas do início do ano, com o acúmulo de água em calhas, muros e utensílios domésticos, além dos próprios reservatórios dos moradores.
Por causa da crise econômica, a administração decidiu reduzir o salário do prefeito em 30%, o do vice-prefeito em 20% e os dos secretários em 15%.
Parte do dinheiro economizado está sendo usada nas campanhas de mobilização pelo combate ao mosquito, na compra das piabas e na contratação dos agentes de combate às endemias da cidade — de acordo com a portaria de julho do Ministério da Saúde, Itapetim tem direito a apenas três campanhas com recursos do governo federal. Atualmente, o município tem nove campanhas pagas integralmente pela prefeitura e pretende contratar mais nos primeiros meses de 2016.
"Além dos salários dos agentes, tem as despesas com fardamento e material de trabalho. Não estamos recebendo material, ficamos sem o larvicida por três meses e só na semana passada voltamos a receber. Se não fossem os peixes, como é que íamos trabalhar?", diz a secretária de Saúde.
tópicos:
  • Paraíba
  • Pernambuco
  • Recife
    • http://g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/noticia/2015/12/a-cidade-pernambucana-que-controlou-o-aedes-aegypti-com-peixinhos.html

sexta-feira, 29 de março de 2013

San Diego está entre as dez capitais mais sustentáveis dos Estados Unidos

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/san-diego-esta-entre-as-dez-capitais-mais-sustentaveis-dos-estados-unidos/2486311/

terça-feira, 26 de março de 2013

CANTEIRO BIOSEPTICO uma solução para o esgoto em todas cidades e casas

http://www.youtube.com/watch?v=nhz0qzDVLkc




Saneamento básico: Canteiro Bio-Séptico



Recentemente, em entrevista para a revista Aqua Vitae, numa edição especial sobre saneamento, Ger Bergkamp, atual diretor geral do Conselho Mundial da água, afirmou:

“Um dos desafios comuns para os países da América Latina é garantir os serviços básicos de saneamento para as mais de 500 milhões de pessoas que vivem na região. Embora temas ligados às soluções higiênicas também sejam muito importante a nível local, é preciso também um enfoque no que acontece mais em baixo e se perguntar quais os sistemas de grande escala que temos de pôr em prática para que o tratamento de 100 milhões de toneladas de resíduos seja feito de maneira ambientalmente correta? …Este seria um grupo (para o V Fórum Mundial da Água) capaz de desenvolver novos enfoques sobre a busca de soluções para as urgências do setor de saneamento, entre outras coisas, será discutida a maneira de ir mais além do conceito das águas residuais como apenas resíduos, para se examinar uma forma de transformar os dejetos em recursos. A carteira de soluções promovidas pelo grupo da América Latina pode proporcionar oportunidades reais capazes de superar os problemas neste setor.”

Não há problemas e sim, oportunidade!
O uso dos dejetos como recurso de maneira ambientalmente correta é exatamente a maneira encontrada pelo Ecocentro IPEC, há 10 anos, para lidar com a questão do saneamento. As tecnologias sociais aqui desenvolvidas, testadas e aprovadas são capazes de resolver com eficiência, sustentabilidade e baixo custo, a falta de acesso ao saneamento básico que atinge 67,5% da população brasileira.

“Temos tecnologias que podem resolver o problema do saneamento do Brasil inteiro. É apenas uma questão de vontade política. Dizem que obras de saneamento não dão voto porque são invisíveis. As nossas soluções estão acima da terra e, portanto, visíveis, são baratas, simples e não poluem”, afirma André Soares, diretor do Ecocentro IPEC.
Canteiro Bio-séptico


Conhecida popularmente por “fossa de bananeiras”, é uma técnica de tratamento de efluentes domésticos desenvolvida pelo Ecocentro IPEC para solucionar o problema da poluição existente em zonas urbanas e periféricas com os efluentes dos sanitários convencionais jogados em ‘sumidouros’. Vale lembrar que, em comunidades com mais de 500 habitantes/km2, a biologia do solo não consegue realizar a eliminação completa de patógenos e, particularmente onde o lençol freático está próximo da superfície, o problema pode chegar a sérios riscos para a saúde pública. Por isso, o canteiro bio-séptico é uma opção segura, barata, bonita e sustentável ao saneamento básico.



Como funciona o canteiro bio-séptico?


Ele é facilmente construído com materiais prontamente disponíveis no mercado e de baixo custo. Uma escavação de 1mX1mX4m é feita em nível no terreno e esta vala é repetida paralelamente. Dentro da vala é construída uma câmara para receber os efluentes e a construção é feita de com tijolos de 6 furos, tijolos maciços e meias-manilhas de concreto, de forma a receber os efluentes para um tratamento biológico híbrido.

O tratamento híbrido – O efluente é digerido anaerobicamente pelos micro-organismos presentes. A medida em que o nível aumenta, o líquido alcança os furos dos tijolos e sai para uma segunda câmara preenchida com material poroso, como argila expandida, e propicia a digestão aeróbica da matéria orgânica e minerais. Nos quinze centímetros superiores da vala são plantadas bananeiras e outras plantas hidrófilas que fazem a evaporação do líquido remanescente.

Esse sistema já foi instalado em uma variedade de situações, desde residências convencionais até restaurantes e feiras, e os resultados são surpreendentemente positivos: não há efluentes e as plantas produzem alimento de ótima qualidade.

Aguarde, nos próximos dias a segunda parte deste artigo.


Bacia de Evapotranspiração – “Fossa de Bananeira”

NOVAS TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS

Neste post, seguem imagens de uma construção de Bacia de Evapotranspiração – “Fossa de Bananeira”, que é uma outra proposta de banheiro que não elimina as fezes e urina em esgotos públicos e nem utiliza sistema de fossa convencional.

Bacia ou Tanque de Evapotranspiração (TEvap)
Sistema de tratamento da água preta (águas usadas em sanitários para descarga)
Esse sistema, na permacultura, é conhecido como “Bacia de Evapotranspiração”. É um sistema fechado, não há saída de água dele, seja para para filtros ou sumidouros. A água só sai em forma de vapor ou suor, ou melhor, por evaporação ou transpiração das plantas que ficam em cima da bacia. Não há efluentes. E desse jeito, não hó como poluir o solo ou correr riscos de algum patógeno humano, como o vírus da hepatite, sair do sistema. E o seus dimensionamento é feito da seguinte maneira: altura=1m, largura=2m, comprimento=numero de pessoas usualmente na casa. Portanto, numa casa que moram 5 pessoas, as dimensões do tanque são AxLxC 1x2x5 metros.

aneamento Ecológico

fossas ecologicas
Com a força desta água nova
O peixe e o sapo na desova
O camaleão que se renova
No verde-cana que cor
(Festa da Natureza - Patativa do Assaré)

Saneamento e saúde
O saneamento e a saúde humana, desde tempos remotos, possuem estreita relação. O saneamento desenvolveu-se de acordo com a evolução das diversas civilizações, ora retrocedendo com a queda das mesmas, ora renascendo com o aparecimento de outras.
Atualmente, cerca de 84,4% da população brasileira é atendida com água encanada e 59,1% com redes coletoras de esgotos*. O déficit existente está concentrado basicamente nas periferias e zonas rurais pobres.
Verifica-se um claro exemplo de injustiça ambiental, pois os impactos da falta de estrutura sanitária recaem de maneira desproporcional sobre populações mais vulneráveis. É de amplo conhecimento que no Brasil as doenças resultantes da falta ou da inadequação de saneamento, especialmente em áreas pobres, têm agravado o quadro epidemiológico. Males como a cólera, dengue, esquistossomose e leptospirose são exemplos disso.
Investir em saneamento é a única forma de se reverter o quadro existente. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde afirmam que cada R$ 1,00 (um real) investido no setor de saneamento, economiza-se R$ 4,00 (quatro reais) na área da medicina curativa.
Além disso, a falta de esgotamento sanitário adequado prejudica o meio ambiente, contaminando solos, rios, lagos e lagoas. A descarga de esgotos tratados de modo convencional em lagos, reservatórios e estuários acelera o processo de eutrofização. A deterioração da qualidade da água, assim resultante, interfere no reuso indireto para abastecimento público e atividades recreativas. Os prejuízos causados ao corpo receptor e, em consequências à população podem ser reduzidos com a implantação de sistemas eficientes de tratamento de água e de esgoto.
Saneamento no Território Tapeba
Nas oficinas de diagnóstico socioambiental participativo, realizadas junto às comunidades Tapeba, foi identificada a insuficiência e a ausência de cobertura das instalações sanitárias da FUNASA. O sistema de esgotamento sanitário ainda é precário no território indígena Tapeba, pois não existe uma rede coletora de esgoto para posterior tratamento dos efluentes. As águas servidas ou esgotos das casas são lançados em fossas sépticas individuais.
Largamente utilizadas na maioria das residências as fossas sépticas apenas removem os sólidos, sem eliminar a contaminação da água por patógenos humanos. Além disso, elas precisam ser esvaziadas regularmente e quando isso não ocorre a qualidade das águas subterrâneas fica comprometida, pois esse tipo de fossa não evita o escoamento do esgoto para o subsolo, ocasionando a contaminação do solo e das águas.
Exemplo de canteiro bio-séptico
Exemplo de canteiro bio-séptico
Fossas verdes ou canteiros bio-séptico
Para diminuir a contaminação do solo e da água no território Tapeba, o Projeto Tribo das Águas está construindo 350 fossas verdes ou canteiros bio-sépticos para o tratamento ecológico dos efluentes. A adoção da tecnologia das fossas verdes como alternativa de saneamento é adequada às características das comunidades indígenas. O diferencial dessa tecnologia é que, no tratamento para reuso da água e do material orgânico, nenhum químico é utilizado. Além disso, há uma impermeabilização com alvenaria e tijolo de massa (nas laterais). A construção é feita em forma de pirâmide. Nas partes vazadas, coloca-se entulho, substrato de coco e, por cima, a bananeira, cuja raiz passa pelo substrato, pelo material poroso e, por isso, entra em contato com a água já separada dos dejetos.
Na fossa verde toda a matéria orgânica é digerida por plantas filtradoras, em conjunto com microrganismos anaeróbios, que ao absorverem a matéria orgânica proveniente das fezes filtram a água e a devolvem ao solo já limpa, ao contrário das fossas sépticas que apenas decompõem os sólidos, mas não livram a água da contaminação por bactérias, staphillococcos, etc.
Esse sistema traz enormes benefícios para o meio ambiente, pois permite o tratamento dos efluentes e o aproveitamento da biomassa por parte das plantas, além de diminui a contaminação do lençol freático, das águas superficiais e do solo.
Vantagens das fossas verdes
- É uma tecnologia de fácil construção e baixo custo, sendo facilmente assimilada pela população local;
- Não necessita de mão de obra especializada;
- Possui um tempo de construção rápido, levando em média de 1 a 2  dias para ser construída; 
- Tecnologia barata sem necessidade de adicionar produtos químicos;
- O sistema não entope e com isso a fossa não precisa ser esvaziada;
- O sistema elimina vários tipos de patógenos;
- Ocorre o aproveitamento da biomassa pelas raízes das plantas;
- Evita a contaminação do solo e do lençol freático;
- Elimina de pontos de poluição.
*Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada em setembro de 2010 pelo IBGE

Plâncton dos mares pode absorver o dobro do CO2 previsto, diz estudo

18/03/2013 06h00 - Atualizado em 18/03/2013 06h00

Plâncton dos mares pode absorver o dobro do CO2 previsto, diz estudo

Gás é apontado como um dos causadores do aquecimento global.
Fitoplâncton perto da linha do Equador digere mais CO2, sugere pesquisa.

Do Globo Natureza, em São Paulo
9 comentários
Plâncton encontrado no oceano  (Foto: Divulgação/Universidade Columbia)Plâncton encontrado no oceano (Foto: Divulgação/
Universidade de Columbia)
Um estudo publicado pela revista "Nature Geoscience" neste domingo (17) estima que os micro-organismos que compõem o fitoplâncton nos oceanos em todo o mundo podem absorver até o dobro do carbono previamente calculado.
Os cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine, nos EUA, modificaram um princípio da ciência marinha conhecido como "proporção de Redfield", que afirma que da superfície dos oceanos até as profundezas, o fitoplâncton e o material excretado por ele possuem quantidades proporcionais de nitrogênio, carbono e fósforo.
Ao estudar os mares, os pesquisadores encontraram diferentes quantidades das substâncias em uma série de regiões. O que conta para a variação da proporção, dizem os cientistas, é mais a latitude do que a profundidade.
Eles destacam, em particular, a presença de níveis muito altos de carbono em áreas quentes nos oceanos, próximas à linha do Equador.
O estudo sugere que o fitoplâncton nesta região estaria absorvendo mais dióxido de carbono. já que há falta de nutrientes na superfície da água. Em regiões polares, mais ricas em nutrientes, o carbono foi encotnrado em concentrações menores, apontam os cientistas.
Sete grandes expedições
Para fazer a análise, os cientistas fizeram sete grandes expedições para recolher água, em locais tão diferentes quanto o Atlântico Norte, próximo à Dinamarca; o mar próximo ao Estreito de Bering; e o oceano que banha ilhas caribenhas.
"O conceito de Redfield permanece um dogma central na biologia e na química dos oceanos. No entanto, nós demonstramos que a disposição e a proporção dos nutrientes na regiões de atuação do plâncton não são constantes", disse Adam Martiny, professor de ciência e ecologia da Universidade da Califórnia, em Irvine, um dos autores da pesquisa.
"Nós mostramos, ao contrário, que o plâncton segue um padrão de latitude. Portanto, é preciso rever essa teoria central para a ciência dos mares.", disse Martiny no estudo. Os pesquisadores sugerem que os modelos de cálculo da presença de dióxido de carbono nos oceanos também precisam ser revistos.
Fitoplâncton oceânico; micro-organismos absorvem carbono e liberam oxigênio (Foto: Divulgação/Universidade da Califórnia)Fitoplâncton oceânico; micro-organismos absorvem carbono (Foto: Divulgação/Universidade da Califórnia)

terça-feira, 5 de março de 2013

CARBONIZAÇÃO DO LIXO: SOLUÇÃO SIMPLES PARA A RESOLUÇÃO DE UM PROBLEMA COMPLEXO


CARBONIZAÇÃO DO LIXO: SOLUÇÃO SIMPLES PARA A RESOLUÇÃO DE UM PROBLEMA COMPLEXO
PDF
Imprimir
E-mail

Escrito por Redação ABNews com assessoria   
Sáb, 29 de Maio de 2010 09:11
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAsboh2nr9DjFw2PRvgBctGrhH9pYnqyDhnk1_uyQ_eIQhZH5KXMvYvoZVL4Q5o5GK_6Y-oA1IuHb2pPi889-t_KkgOt3BfsZn0yJo4HlAltUZO9OChUaVOYHl-pKuuy99i9h1o9_FeSk/s400/DSC00166.JPGO Engenheiro Agrônomo Luiz Omar Pichetti (a esq. na foto)Secretario de desenvolvimento do município de Água Boa –MT esteve visitando a empresa Natureza limpa, buscando informações e verificando “in loco” a instalação de um projeto inovador comandado pelo empresário Mario Martins, em Unaí MG.
O Secretario voltou empolgado com o projeto que segundo ele é simples, factível, operacional e revolucionário por definir uma nova forma de utilização dos resíduos sólidos transformando o lixo de origem animal e vegetal em energia termoelétrica e ainda reaproveitando os resíduos de origem mineral.
Para Pichetti, trata-se de uma idéia daquelas que mesmo óbvias levam tempos para serem concebidas e depois de prontas, tornam-se revolucionários definindo novos paradigmas nas intrincadas relações dos serem humanos entre si e com o meio que os cercam.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj4Zpq7oGudtpqpsOgTBvK3_BhHK5nvSqlZmSimqoEwW8zHLav6gkVZKgKJvcGKyCC2Fz5rnIX1ejXjmec2xeNnPS5yMauy-feEn9nkaQ0wcF22As-n8XbBfXhoJTsa1rk-QVZQpKmHnnk/s400/DSC00170.JPGO projeto em referencia deverá a médio e longo prazo decretar a extinção dos lixões e dos aterros sanitários e conseqüentemente a eliminação de uma gama de problemas socioambientais deles derivados.
Trata-se de metodologia inédita, inovadora e sustentável que produz energia de alto valor calorífico através de briquetes de carvão, originados da queima do lixo residencial, industrial, urbano e mesmo rural, eliminando a coleta seletiva, evitando a utilização dos famigerados lixões e dos aterros, reduzindo a contaminação ambiental.
Em suma, trata-se de um projeto perfeitamente sustentável, tendo sua filosofia baseada no tripé da viabilidade social, econômica e ambiental, tendo a ética como seu sustentáculo principal.
A proposta apresenta comprovada sustentabilidade ambiental reduzindo os impactos causados ao solo, ar e água uma vez que neste sistema os resíduos não entram em contato direto com o solo, reduzindo desta maneira a contaminação do lençol freático e a contaminação do ar.

No processo proposto, o lixo é transportado às usinas por meio de caminhões e depositado diretamente em uma moega de onde é transportado através de uma esteira até o forno onde ocorre a carbonização a 700ºC, de forma que a umidade do lixo é reduzida a 3%. A seguir, toda a massa, carbonizada e não carbonizada é enviada para uma área específica onde é resfriada; a seguir os resíduos não carbonizáveis de origem mineral como vidros, latas e metais em geral são separados e a massa carbonizável é transportada através de uma esteira até o formulador onde recebe substancias naturais que possibilitam sua modelagem e manipulação. Por fim, a mistura é transportada até um compartimento específico onde é transformada em briquetes de carvão de elevado valor energético, dos quais parte são utilizados para dar sustentabilidade a o processo de produção e o restante é destinado a comercialização.
Pichetti ressaltou tratar-se de um processo que em breve deverá ser de uso generalizado, dadas as suas enormes vantagens em relação as alternativas atuais de destinação do lixo, destacando ainda que tanto os líquidos provenientes do processo quanto a fumaça da carbonização são enviados a um destilador que retira todos os poluentes, lançando a o ar apenas vapor d’água.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgk64WCri4peNvJeGE686B1JqoAsf2nyZJO5AfgNx9DWyzIo-G90OU6-HNDFMn9_KjHvS3Ht5zED-f4bVup4nzTqqrTC6YOPH3krfhs2F-ED5O4DFGQ0bCFf9UvJCAxQyZq6YNIXwsRgw4/s1600/DSC00169.JPG
NATUREZA LIMPA: Projeto de Unaiense é destaque nacional
http://img1.blogblog.com/img/icon18_email.gif
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiF6_x8slSsnqTYL9Ry2Uhl8vbE8F7qbkA9zJzf9GzNm7v3gyJpZgBGo3lWS6UQCpgclJY737S3rhB0uqM3C0Z9ea6oyiq-VltwjtKPzGYi1SVjVreQeso79CvKvwftV19QS-7nf4SLJyZY/s200/residuo.jpg
Vista parcial do forno e moega
O Projeto Natureza Limpa é um sistema revolucionário e altamente sustentável que possibilita a produção de energia termoelétrica, através da produção de briquetes de carvão. Um produto de alto valor calórico que usa como matéria-prima o lixo residencial, industrial e urbano (resíduos orgânicos, plástico, pneus, papel, madeira, entre outros) das pequenas, médias e grandes cidades, sem a necessidade de coleta seletiva. Resíduos que acabam sendo depositados em lixões e aterros, comprometendo de diversos modos o nosso meio ambiente e a sociedade em que vivemos.
Esta revolucionária tecnologia chega como uma solução inteligente e definitiva para acabar com a forte agressão ambiental e social causada por estes lixões e aterros sanitários em todo o mundo. Uma ferramenta indispensável, em tempos onde a busca por alternativas para lidar com o lixo e com a geração de energia tornou-se decisiva.

Desde o século passado é visível o esforço coletivo, por parte de alguns segmentos da sociedade, de uma rede compartilhada de proteção ao meio ambiente e à vida. Ciente de sua parcela de responsabilidade frente às questões apresentadas, a empresa TJMC Empreendimentos Ltda., em parceria com o Núcleo Técnico-Ambiental Railton Faz, desenvolveu este incrível projeto.
Trata-se de um amplo investimento focado em contribuir com a qualidade de vida das comunidades, numa postura ética e sócio-econômica sustentável assegurando qualidade de vida no presente e no futuro das novas gerações.
 

http://www.naturezalimpa.com/img/mini_topo_beneficios.gif



http://www.naturezalimpa.com/img/marcador.gifExtinção dos lixões e aterros sanitários
  • Por utilizar o lixo como matéria-prima, o Projeto Natureza Limpa visa a médio e longo prazo, a extinção dos lixões e aterros sanitários nos municípios onde forem instaladas as usinas, acabando assim com os sérios problemas ambientais e sociais causados pelos mesmos.A idéia é possibilitar um consumo contínuo dos resíduos urbanos descartados, para a produção de briquetes de carvão, fonte de energia termoelétrica.

http://www.naturezalimpa.com/img/marcador.gif Preservação ambiental

  • Fim dos impactos ambientais causados pelo lixo ao solo, ao ar e ao lençol freático, principalmente pelo chorume, visto que todo o processo, desde a chegada dos resíduos até a produção final, elimina qualquer tipo de contato com o solo.
  • Substituição da queima de lenha na produção do carvão, diminuindo o desmatamento e a poluição.
  • Filtragem dos gases nocivos liberados na carbonização do lixo.
  • Aumento da oferta de energia elétrica
http://www.naturezalimpa.com/img/marcador.gif Produção de energia termoelétrica
  • Produção de carvão com alto poder calórico, para uso industrial. Produto que será usado como fonte de energia termoelétrica e também como fonte de energia em todo o seu processo de produção. A produção do carvão é feita através da carbonização do lixo, em um processo limpo e eficaz, onde é realizada a filtragem e reaproveitamento de todos os gases e elementos nocivos gerados nesta carbonização.
http://www.naturezalimpa.com/img/marcador.gif Alta capacidade de produção
  • Alto consumo de resíduos através de usinas com capacidade de processamento de até 10 toneladas/hora. A quantidade de carvão produzida pode variar significativamente em função da “qualidade” dos resíduos, pois o processo dispensa a coleta seletiva do lixo.
http://www.naturezalimpa.com/img/marcador.gif Facilidade de implementação e manutenção

  • As máquinas para fabricação de briquetes possuem baixo custo operacional e de fabricação, por utilizarem mecanismos simples no seu funcionamento, possibilitando assim redução nos custos com manutenção e mão-de-obra.
http://www.naturezalimpa.com/img/marcador.gif Alto impacto econômico
  • Partindo do princípio que o volume produzido de lixo no Brasil é de 350 kg/ano por habitante, o volume de carvão a ser produzido com esta matéria-prima poderá oferecer às usinas termoelétricas o suficiente para aumentar significativamente a produção de energia elétrica em todo o país.O projeto possibilitará também uma redução significativa nos gastos com acondicionamento e transporte do lixo urbano.

Mário Martins, criador do
projeto Natureza Limpa
 A humanidade gera lixo
Nós geramos energia do lixo

A tecnologia utilizada no Projeto Natureza limpa foi desenvolvida pelo Núcleo Técnico-Ambiental Railton Faz em parceria com a TJMC Empreendimentos, tendo como objetivo a produção de energia termoelétrica a partir da carbonização e reutilização do lixo urbano.
A tecnologia possibilita a utilização de resíduos urbanos, que na maioria das vezes são descartados em aterros e lixões, para a produção de briquetes de carvão, com alto poder calórico, que será utilizado como fonte energética para uso industrial.
Uma característica única neste sistema de carbonização é a filtragem e reaproveitamento dos gases e elementos nocivos liberados durante o processo, garantindo assim uma produção eficiente, limpa e altamente sustentável.
O processo dispensa a coleta seletiva do lixo, possibilitando a utilização do lixo da mesma forma que ele chega através dos caminhões de transporte.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSBrNRGx6lM5xZAnNxN2UPbnNs5HfkhyobHefpenZxYBDALCXK3h_zRN_ikVo1fOPXmqX5erzjsrH3ShIfKxDsWFS8xjNfXxh7uwtsw8R8rOt9jPEmfYJVXyVE2QIMrvNHpbRYzVoypUYc/s1600/residuo.jpg
Resídudo final para reciclagem (não carbonizável)
 A carbonização abrange a maioria dos tipos de resíduos (orgânicos, plásticos, madeira, papel, pneu, entre outros). Os resíduos que não são carbonizáveis (vidros e metais) são coletados e posteriormente reutilizados.
Vale lembrar que em todo o processo, desde a chegada do lixo à produção do briquete, os resíduos não entram em contato direto com o solo, garantindo assim a integridade do lençol freático.



 Etapas do Processo de Produção

  1. O lixo chega até a usina através dos caminhões de transporte.
  2. O lixo é depositado diretamente dos caminhões em uma moega com grande capacidade de armazenamento.
  3. Os líquidos provenientes deste processo são captados e reutilizados posteriormente.
  4. Os resíduos sólidos são transportados através de uma esteira elétrica até o forno de carbonização a 700ºC, que proporciona uma redução de umidade destes resíduos a 3%. 
  5.  fumaça e os líquidos gerados na carbonização são enviados a um destilador que por sua vez retira todos os poluentes da fumaça, lançando na atmosfera apenas vapor d´água.
  6. A massa carbonizada é enviada juntamente com os materias não carbonizáveis, para um área quarentenária, onde será feito o resfriamento desses elementos.
  7. Os resíduos não cabonizáveis (vidros e metais) são retirados manualmente por funcionários, e a massa resfriada é transportada através de outra esteira até o formulador.
  8. No formulador esta massa recebe a adição de uma substância natural que possibilita a sua manipulação e modelagem.
  9. O resultado desta mistura é transportado até o briquetador, onde é transformado em briquetes de carvão com alta densidade e valor energético.
  10. A maior parte dos briquetes produzidos são embalados para comercialização e o restante utilizado neste sustentável processo de produção.


 
http://www.naturezalimpa.com/img/foto_01_02.gif

http://www.naturezalimpa.com/img/foto_01_01.gif
http://www.naturezalimpa.com/img/foto_01_03.gif